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segunda-feira, 9 de julho de 2007

Pesquisa: Podemos ou não dar nome a coisas?

Beth, minha nova amiga blogueira, do Lindo Sorriso, deixou um comentário, no post sobre a "Samantha", em que dizia, entre outras coisas... "kkkkkkkkkkk .... Sempre pensei em dar nome aos meus carros .... mas sei lá .... uma vez eu li que vc não pode dar nomes a nada pq caso contrário vc se apega ..... kkkkkkkkk ........."

Minha resposta iniciou assim... "Pois é, Beth. Sei que carro é apenas uma coisa e, como tal, não deveria receber um nome. Mas é tradição, antes de mais nada! É, também, uma brincadeira. Além disso, o carro que a gente usa diariamente, por quase duas horas, indo para e voltando do trabalho, acaba se tornando um pouco mais que uma coisa como qualquer outra."

Então, enquanto continuava respondendo, percebi que gostaria de postar minha resposta, e fazer uma pesquisa entre meus amigos blogueiros.

Continuei respondendo que (na minha opinião, naturalmente) o carro que a gente usa assim, tão amiúde, é em grande parte responsável pelo nosso conforto e bem estar, pela nossa segurança, e, mesmo, pela nossa vida. Ele nos proporciona, entre outras coisas, a oportunidade de aprender um novo idioma, escutar o noticiário, saber como estão as estradas à nossa frente (e evitar congestionamentos e, conseqüentemente, evitar chegar atrasado ao serviço), escutar belas canções (aí, a qualidade do som faz uma diferença enorme!)... Nele, sentimos frio ou calor, ou nos sentimos aclimatados... Sentimos dor nas costas, nos joelhos, cãimbra na barriga da perna, ou não... Nele, nosso pescoço fica tenso e doído, ou não... Chegamos em casa mais cansados, ou mais relaxados... Sentimo-nos confiantes ou inseguros... E assim por diante. Tudo dependendo dele, do que ele é capaz de nos proporcionar, ou não... O carro, nesse caso, é uma coisa um pouco especial, ao qual, mesmo sem nome, acabaremos por nos apegar um pouco, ainda que involuntariamente, devido à longa e estreita convivência.

Enfim, entendo e respeito a filosofia do "não-nomear" coisas, mas não me sinto materialista por dar nome a certas dessas coisas, às vezes. Jamais deixaria escrito, como um de meus últimos desejos: "Por favor, enterrem meu carro comigo!". Bem, na verdade, nem mesmo quero ser enterrada, mas sim cremada. Enfim, não vou pedir para "cremarem" "Samantha" comigo!

Além disso, filosofias e psicologias à parte, é sempre divertido falar com as pessoas chamando o carro pelo nome. Geralmente, dá margem a alguns momentos de bom humor e risos.

Enfim, aqui lanço minha pesquisa: qual a opinião de vocês, meus queridos leitores, sobre o assunto? Pode-se ou não dar nome a um carro ou a outras coisas?

Aguardo pelas respostas!

Participe!

6 comentários:

Angela Gastal Lago disse...

Eu acho plenamente possível dar nome às coisas... Eu tinha uma colega de primeiro grau q deu nome até prum armário!! Acho bobagem dizer que a pessoa se apega pq deu nome. Isso é muito relativo. O meu carro vermelhinho nao tinha nome e eu era muitissimo apegada a ele. Mas só uma perguntinha: por que os teus carros são todos do genero feminino? Ah, outra coisa: QUEM DIRIA heim?! Eu, que nunca te vi dirigir - qto mais POSSUIR um carro - fico positivamente espantada com o tamanho da homenagem prestada a estas maravilhosas máquinas!!
Bjoessss saudosoooosss da tua sobrinha

Eneida disse...

Angeloca (ai, desculpa te chamar assim em público, mas não resisto!), que coisa mais boa te ver por aqui, comentando! Primeiro comentário, na verdade! Que conexão legal! Estavas aí, escrevendo, enquanto eu ainda estava por aqui, fuçando e refuçando no Rincão! Pô! Armário!? Essa eu nunca tentei! Já dei nome pra bichinho de pelúcia, capinha de mouse, carro... mas nunca pra armário! Vou começar a pensar na hipótese! Na verdade, acho muito divertido esse negócio de dar nome às coisas. Pois é, também acho que a gente se apega ao carro, mesmo que sem querer. O carro, quando usado bastante, é meio companheiro! Respondendo: não sei por que eles são do gênero feminino. Nos dois casos, simplesmente olhei para eles, e o nome saltou. A Dorothy era como uma menininha corajosa, e a Samantha é como uma jovem mulher, cheia de energia e ávida por aventura! Sei lá! Chamem-me de louca, mais uma vez! Nunca me viste dirigir, mesmo! Não tinha carro, lá no Portinho. Também não precisava de um! Aqui é diferente. Fica difícil levar a vida sem carro. Quanto ao tamanho da homenagem, bem, em parte vai por parte da alegria em poder ter um carro novinho, do jeito que eu queria desde quando comprei a Dorothy. Em parte, vai por aquela parte de diversão que mencionei anteriormente.
Beijões! Te vejo amanhã, na conferência!-

Eneida disse...

Não é um saco definitivo esse negócio de não poder editar os comentários? "Em parte, vai por aquela parte..." Que construção maravilhosa! Que pérola!

Tânia Defensora disse...

Oi Eneida! A Samantha é linda! Espetacular. Nunca nomeei coisas, mas acho legal quem faça, é criativo! Tenho me abstido de julgar as pessoas em razão de seus atos: sinceramente não acho que dar nome a bens materiais seja sinal de apego a eles.
Colocá-los em sua lista de prioridade, isso sim é apego!
Vou responder ao meme, depois "TU" passa lá para conferir.

Van disse...

Querida....
Eu dou nome pra tudo!
E quando digo tudo, quero dizer TUDO! TUDO mesmo!
Carros, chaves, instrumentos, móveis, objetos, computadores, canetas, partes do corpo e até....gente!
hahahahahaha
Mas não me considero materialista.
Acho que nomes têm mais a ver com INTIMIDADE do que com materialismo. Nomes dão vida e humanidade às coisas!
Beijuca

Eneida disse...

Concordo com as duas: acho que é uma questão de criatividade e intimidade. Gosto de um certo conforto (mesmo que seja um conforto "rústico", como quando se vai acampar) e de segurança, mas também não me considero materialista. Agora, armários e chaveiros... nunca me passou pela cabeça nomeá-los. Vou ter que começar a pensar sério sobre o assunto!
Beijão a todas por participarem da minha pesquisa!