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segunda-feira, 11 de junho de 2007

Casas móveis e porões

Respondendo às outras duas perguntas do Oscar Luiz...

Casas móveis, sem alicerce, podem ter seguro?

Sim, essas casas, tão comuns por aqui, também podem ter seguro. A nossa, por exemplo, tem. A idéia, porém, de que o seguro pagaria pelos danos materiais, num caso de devastação total, não chega a ser suficiente para afastar toda a preocupação. Há tantas coisas que não podem ser recuperadas com dinheiro! Além disso, não sei se estou enganada, mas acho que o seguro não cobre danos causados por desastres naturais, como enchentes, tornados, etc. Vou perguntar ao Bruce, amanhã, e esclarecerei este ponto. A única coisa que me deixa mais tranqüila é o fato de que moramos numa região onde muito dificilmente um tornado se formaria. Existem alertas, às vezes, em Denver e nos arredores mais perto de lá, ou mais ao leste. Mas aqui, pela nossa proximidade com as montanhas, as probabilidades são muito baixas, basicamente nulas. É uma questão de metereologia, que, infelizmente, não sei explicar. Mas se houver interesse, perguntem e eu tratarei de me informar e passar adiante a informação.

De que forma são diferentes os porões daqui?

Bem, ao menos a idéia que tenho dos porões daí não tem nada a ver com o que são os porões daqui, geralmente. Que idéia tenho? Algo sem muito acabamento, geralmente de concreto, muito frio e geralmente úmido e escuro, sem janelas, onde a gente amontoa um monte de coisas que não servem para nada. Os porões daqui, geralmente, são parte integrante da casa. Alguns têm várias peças, outros são abertos, uma peça grande, geralmente servindo de sala de estar, sala de jogos, "ginásio" de esportes. Há sempre um banheiro, também, e uma lavanderia. Na nossa casa em Lafayette, a lavanderia ficava no banheiro, numa parede reentrada, para acomodar as máquinas de lavar e secar roupa. Existem janelas, e alguns têm uma porta grande, de correr, que dá para o quintal, ou para a piscina, se a casa tem uma.

Aqui estão algumas fotos do porão da nossa ex-casa, em Lafayette, para dar uma idéia melhor.

Primeira foto - Tirada de dentro da peça grande, mostra, ao fundo, a porta que dá para a garagem e que era geralmente usada como porta de entrada (raramente usávamos a porta da frente da casa). À direita fica um armário de entrar dentro, embaixo da escada, seguido pelo primeiro lance da escada. Ao final do primeiro lance, fica um pequeno "hall" com a porta da frente da casa. Partindo dali, o segundo lance de escada leva ao "corpo" principal da casa. À esquerda do corredor, fica a porta do banheiro/lavanderia. Segunda foto: direção oposta. Tirada da porta que dá para a garagem, tendo ao fundo a peça grande. Terceira foto: o banheiro/lavanderia (as máquinas ficavam à direita da foto, mas não aparecem).


Estas fotos foram tiradas do patamar em que fica a porta da frente da casa. Em baixo, o banheiro/lavanderia (na primeira foto, à direita, a porta para a garagem).















Duas vistas da peça principal. De um lado (foto abaixo), ficava o escritório do Bruce. Quando ele comprou a casa em Lafayette (antes de eu me mudar para cá), ele ainda tinha o emprego de vinte e tantos anos, em que trabalhava de casa, daí o escritório era uma parte importante, espaçoso e bem equipado.

Do outro lado, havia uma lareira, uma poltrona e uma segunda TV, que praticamente não eram usadas. Ali ficava, também, a tábua de passar, sempre montada, pronta para ser usada, um pequeno estendedor de roupas e um ... (como se chama aquilo?) ... enfim, um "negócio" como aqueles de loja, para pendurar roupas.

Havia uma janela de cada lado da peça (em lados opostos, uma para os fundos (a parte do escritório) e uma para a frente da casa. As janelas tinham venezianas, o que não é muito comum por aqui, mas eram pelo lado de dentro (quando há venezianas, são geralmente pelo lado de dentro).

Okay. Acho que ficou explicado. Se ainda houver dúvidas, é só perguntar de novo!

2 comentários:

Osc@r Luiz disse...

Nossa!
Não bastasse ser agradável e divertido visitar por aqui, agora acrescente-se o adjetivo "instrutivo".
Obrigado pela paciência em preparar algo tão completo e detalhado.
Me deixou muito feliz!
As perguntas saíram naturalmente... Não pensei que pudessem ser fruto de uma investigação completa a esse ponto.
Muito obrigado de novo.
Hummmm.
Tornados e coisas do tipo precisam sim de especiais condições para se formar. Uma somatória simultânea de fatores improváveis. Dentre eles, geralmente, excesso de umidade no ar. O que aí, não me parece o caso mesmo.
Tenho visto o teu amor e interesse pelas plantas. Então vou tentar contribuir de alguma forma: a face "ventral" ou "de baixo" da folha a que se referiu no Maple, chama-se "abaxial" e a contrária, "adaxial".
E que porões mais interessantes!!! Daria tranqüilamente pra morar num deles!
Gostei do violão!
Quem será o "player"? E o "singer"?
Beijos!
Obrigado!

Eneida disse...

Obrigada pelos elogios! É bom saber que começa a existir algo de interessante para ler, por aqui, e não apenas as pequenas diversões. Pergunta sempre, pois é um incentivo para encontrar coisas interessantes para postar.
Se há coisa que não temos aqui, graças a Deus, é excesso de umidade. Para quem visita, é pouco confortável, especialmente os constantes choques (mais no inverno). O Diego já não agüentava mais levar choque quando esteve aqui para o Natal. Quanto a mim, me acostumei de tal forma que, agora, quando viajamos para outros lugares mais úmidos (inclusive quando fui ao Brasil), não consigo suportar a umidade. Lembro quando fomos à Flórida. Saímos do avião e a "coisa" caiu pesada sobre nós, difícil de suportar. Sem falar no suor peguento! Meu cabelo é dócil e fácil de lidar, aqui, mas fica grosso, arrepidado e feio nos lugares úmidos. Existem desvantagens, é claro. Bem, vou deixar mais detalhes para um futuro post "instrutivo", também.
Obrigada pela contribuição quanto aos nomes do lado de baixo e de cima das folhas!
Alguns porões, aqui, são mesmo como uma segunda casa. Quando eu conheci o Bruce (e quando vim pela primeira e pela segunda vez), ele alugava a parte de cima da casa de um amigo, e o amigo morava no porão da casa. O porão tinha três quartos, um banheiro e uma sala. Don (o amigo) colocou uma porta na parte de cima da casa, separando o corpo da casa da lavanderia, e transformou a lavanderia em cozinha. Não é incomum, aqui, a pessoa alugar a parte de cima ou de baixo da casa para ajudar a pagar pelo empréstimo.
Quanto ao violão, os "players" éramos nós os dois, naquele modo arranhão, mas agora estamos fora de forma até mesmo para arranhar!
Beijo!
De nada!