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quinta-feira, 7 de junho de 2007

Vendaval

Que me perdoem os naturalistas, mas não gosto de vento. Tenho medo. Muito. A força destrutiva do vento me assusta mais do que a da água e do fogo (não sei bem por que, já que todos são poderosamente destruidores). Tenho medo de vendaval desde que me conheço por gente.

Uma vez, lá em Porto Alegre, um "rabo de tufão" passou pelo nosso edifício e deslocou a janela de um dos quartos. Inteirinha! Ainda bem que não quebrou o vidro, mas saiu dos trilhos e caiu em pé, sobre o sofá que ficava enconstado na parede, abaixo da janela. Aquele quarto era, na época, uma sala minha e do Diego. O Diego era pequeno, uns três anos, talvez. Sempre brincava e assistia à TV naquele sofá. Pois havia acabado de sair dali para entrar no banho! Anjo da Guarda atento aquele! Não canso de agradecer-lhe.

Agora, moro numa casa móvel. Sim, a casa não tem alicerce. As imagens pós-tornado, na TV daqui, são de arrepiar todos os cabelos! Especialmente as que mostram o que acontece aos "mobil parks" (literalmente, "parques móveis").


"Mobil parks" são condomínios de casas móveis, como o nome diz. Casas sem alicerces. São moradia dos pobres, aqui (sim, Bruce e eu estamos num nível considerado de probreza para os padrões daqui). A gente compra a casa, mas não a terra. Paga-se um aluguel pelo lote. Algumas casas móveis (como a nossa) são muito bonitinhas, confortáveis, aconchegantes e razoavelmente espaçosas (a nossa tem sala, sala de jantar e cozinha, tudo junto, do jeito americano, três quartos e dois banheiros (um dos quartos é uma suíte). Era novinha em folha, quando compramos.

Para dar uma idéia da diferença, lá vai... Pagávamos 1.700 dólares por mês pela casa em que morávamos antes. Tinha a mesma quantidade de peças, basicamente, mas as peças eram em geral um pouco maiores. Também tinha um excelente porão (a palavra "porão" não descreve bem o que são os porões nas casas daqui) e uma garagem para dois carros (não temos porão, agora, nem garagem). Por esta casa, pagamos 350 dólares por mês. Somados aos 350 pelo aluguel do lote, dá um total de 700 dólares por mês. Mil dólares a menos por mês!


Lá havia mais espaço para manter tudo organizado. Havia, também, o "status" de morar numa casa "normal", de classe média. Havia a vizinhança de nível social e de educação mais elevados. Mas havia, sobretudo, O ALICERCE!

De tudo, o que realmente faz a diferença é o alicerce! Ao menos quando venta como hoje!

2 comentários:

Osc@r Luiz disse...

Muito interessante tudo isso...
Instrutivo. Contextualizador.
Há sim que se temer as forças da natureza, mas deve haver algum critério Divino pra isso. Caso contrário sabe lá se i Diego não estaria naquele sofá que eu tamto me lembro. Aliás, acho que algum vendaval, dilúvio, tsunami ou incêndio, deve ter esquecido de ir pra Warshington. Tá demorando pra chegar, por que as posturas do Bush não tem ajudado em nada e Natureza. E geralmente quando isso acontece a Natureza responde.
Ok. Coisas que quero saber mais: Maple Tree é aquela da folha da bandeirinha do Canadá? (parece quiz).
Como é o "porão" deles? Falou que era diferente mas não disse no que.
Ultima, prometo: Seguro de casas móveis sem alicerce existe? Se sim, não vale a pena?
Chato eu, né?
Mas é curiosamente interessante ter a quem perguntar essas coisas...
Bom, com licença que vou ver o próximo post.
Beijos!

Eneida disse...

Brigada. Aos poucos, estou tentando começar a incluir algum conteúdo ao blog, além das frescuras.
As forças da Natureza ainda não chegaram lá, mas outras forças estão certamente tentando e, por aqui, diz-se que não é uma questão de "se" vão chegar, mas "quando". O que, em virtude de morar e trabalhar aqui, me assusta bastante.
Tô respondendo às tuas perguntas num novo "post".
Beijos!